Acho que com este livro é impossível fazer o que eu faço normalmente, que é contar um pouco do enredo do romance. Quem aqui nunca tiver ouvido falar de "Um amor para recordar, me perdoe se eu der spoiler. Mas, se você viveu os últimos dez anos, mesmo sem ser grande fã de filmes, é provável que tenha visto, ao menos uma vez, a história de amor de Landon Carter e Jamie Sullivan. A grande novidade em terras brasileiras é mesmo este "Um amor para recordar", o livro de Nicholas Sparks.
Eu já disse quando resenhei "A ultima música" que não fiquei muito empolgada quando os livros do Nicholas Sparks chegaram ao Brasil. Ah, se eu pudesse voltar atrás e ter uma experiência tão boa quanto esta, de ter o livro assim que ele foi lançado! Claro, Nicholas continua o maior serial killer de gente inocente, boa e justa da ficção mundial, mas só os livros conseguem me passar essa emoção de "Puxa, poderia ser comigo!". Aliás, minhas últimas leituras não estão pra brincadeira. "Um dia" primeiro, e agora este livro, derrubaram minhas defesas e me fizeram chorar rios, a ponto de meu pai achar que eu estou realmente ficando maluca. "Já não basta rir, Aline, agora vai chorar também por causa de livro?". É, pois é. Rios e rios de lágrimas. Aliás, acho que vocês estão familiarizados com a história, certo?
O que me chamou mais a atenção foi o prólogo. Nele, Landon diz:
Meu nome é Landon Carter e tenho 17 anos
Esta é minha história - e prometo contar tudo
No início você vai sorrir e depois chorar.
Não diga que eu não avisei.
Ok, Landon, você me avisou. Eu conhecia a história. Eu sabia. Mesmo assim, chorei rios de lágrimas, eu já disse.
Jamie Sullivan tem 17 anos e é filha do pastor da Igreja Batista de uma cidadezinha na Carolina do Norte. Ninguém na escola que ela frequenta entende aquela garota que chega todos os dias com um Bíblia embaixo do braço, ou dentro da mochila. A garota também não anda muito na moda. Prende os cabelos em um coque e usa um velho suéter marrom. É boa, inocente e pura, e por isso mesmo, motivo de risadas entre os companheiros de sala.Está sempre exaltando os "planos de Deus", na vida das pessoas.
Landon Carter nao é um grande modelo de virtudes. Tudo bem, o máximo que ele faz é passar as noites comendo amendoim com os amigos no cemitério local. Mas o ano era 1958, e aquele comportamento era visto pelos outros moradores de Beaufort como digno de um bad boy. Landon sente falta do pai, um congressista ocupado que está sempre em Washington. Instigado por ele, torna-se presidente do grêmio estudantil. Com essa nova função, Landon não pode ir ao baile da escola desacompanhado. Assim, convida Jamie
E neste último ano, não quer saber de matérias complicadas. Ele se matricula na aula de arte dramática, na qual, para o Natal, será encenada uma peça de teatro. Jamie será o anjo da peç;a e ele o personagem principal. Aos poucos, Landon nota que contra todos os prognósticos, se apaixonou por Jamie Sullivan, uma menina cujo maior sonho é se casar. Pausa para a Aline chorar.
- Eu te amo, Jamie - disse a ela. - Você é a melhor coisa que já me aconteceu.
(...) - Por favor, não diga isso - ela pediu - Por favor...
- Mas eu amo - disse, pensando que ela não havia acreditado em mim.
Ela começou a chorar ainda mais intensamente.
(...) - Não pode se apaixonar por mim, Landon - disse com os olhos vermelhos e inchados. - Podemos ser amigos, podemos sair... mas você não pode me amar.
- Por que não? - gritei, rouco, sem entender.
- Porque - disse finalmente, em voz baixa - estou muito doente, Landon. (...) Estou morrendo, Landon.
E a gente também morre um pouquinho com a Jamie. Mas consegue ficar feliz, porque nota que o amor por Jamie, aquele amor descrito por Paulo de Tarso, o amor que ele nunca imaginou sentir, modifica Landon. E a gente entende que este "anjo|" chamado Jamie Sullivan cumpriu seu papel na Terra, mesmo que seus momentos de felicidade tenham sido breves. Preciso dizer que amei este livro e indico para que todas as pessoas do mundo leiam?