Rachel Cutler é uma juíza que acredita em sua profissão e faz tudo ao seu alcance para que as coisas sejam feitas em conformidade com a lei. Ela tem 40 anos, vive em Atlanta, tem dois filhos e há três anos se divorciou do marido, Paul, mas todos que estão à sua volta - inclusive ela mesma, às vezes - acham que eles devem dar uma nova chance um ao outro. Porém, a sua vida dá uma guinada drástica quando o pai de Rachel morre e deixa para a filha a decisão de procurar um tesouro valioso.
Desconfiada das verdadeiras circunstâncias da morte do pai - afinal, um homem que sobreviveu ao holocausto não ia simplesmente morrer com uma queda da escada - Rachel parte para a Alemanha, à procura de um amigo de seu pai que dividiu com ele os segredos sobre a Sala de Âmbar.
A Sala de Âmbar é um conjunto de painéis feitos deste valioso material a pedido de Frederico I, imperador da Prússia, no século XVIII. Anos depois de iniciada a construção, Frederico presenteia o czar russo Pedro, o Grande, com esta prova de sua riqueza, e os painéis foram transportados para a Rússia, no Palácio de Catarina, onde permaneceu intocada por 200 anos. Mas, com a Segunda Guerra Mundial, os alemães pilharam o palácio e desde então não se tem mais notícias acerca deste grande tesouro. Agora, passados mais de 50 anos do "desaparecimento" da sala, ela ainda desperta muito interesse de colecionadores de arte e caçadores de tesouro em geral. Mas esta é uma parte da história que a pacata Rachel nem imagina. Preocupado com a ex-esposa e para evitar um desastre iminente, Paul Cutler, um advogado da área de sucessões muito bem-sucedido, decide partir em seu encalço. E é aí que o suspense da obra começa: Christian Knoll são adquirentes, pessoas que caçam tesouros por todo o mundo para satisfazer a cobiça de seus patrões, membros de um clube de caçadores de antiguidades perdidas, e estão dispostos a qualquer coisa por uma pista da Sala de Âmbar.
Assim se constrói o enredo deste livro que mescla ficção com fatos históricos, um tipo de leitura que sempre me agradou. Nunca tinha lido nada do autor e me lembrou um pouco os livros de Dan Brown e suas teorias da conspiração, mas de modo geral, é uma leitura muito boa. Tem muita informação histórica, mas diluída em suspense de tal forma que em vez de ser chato, se torna envolvente.








